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mulhergaláxiaaaa
29 e 30/04
sesc consolação + essepêêê
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foto_jorge bispo

 

quando a humanidade entender que
a verdadeira beleza está na diferença.
que a dor do outro, é sua.
que a alma é eterna.
que uma ínfima luz resplandece e
a(s)cende infinitas outras.
que a mudança é dentro.
que a luta é o caminho.
e o revide, sempre esclarecido.
que a consciência é luz.
e o pensamento, matéria.
que o que nos salva é saber que não estamos
- nem nunca estaremos – sós.
bastando, para isso, olhar pro lado.
que só amando, para ser amado.
e que a vida é um milagre de miríades.
então daremos aquele passo maior. aquele.
onde tudo se esclarece, amorosamente,
no seio da beleza infinita.
amalgamando a comunhão transcendental,
incondicional e verdadeiramente fraterna.
revelando a maravilha de sermos, estarmos.
de nos termos.
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eu vôo te dá um bêjo
depois vou te dá maizzxx um + +
brasil_te_amo.

o amor que tenho por ela transcende qualquer palavra.
mas é tão somente o que ela me permitiu conhecer e que
compartilhava de maneira inata, através dos seus abraços
de luz que nunca julgavam.
hoje és estrelinha na constelação das almas que, acima de tudo,
ensinaram e iluminaram.
o seu legado é uma aura de certezas
incontestes sobre dar e ser.
quem a conheceu, sabe.
vózinha querida.
dona adelaida.
já faz um tempinho que não posso beijá-la, nem
ouví-la cantarolar ‘la vie en rose’.
ou ficar sentada aos teus pés, ouvindo histórias e memórias
- sobre meu bisavô comunista, por exemplo, mártir da guerra
civil espanhola, orgulho de toda família.
mas sei que olhas por mim e por toda a humanidade,
com alegria infinita ao som de uma risada que jamais
se esquecerá, pois continha a chave da gratidão pela vida.
a todos, comoveu.
e foi isso que a todos ensinou.
que o amor reina.
o amor é.

hoje. um dia de LUTA.
para todas nós.
para todos os seres.
humanos.
ao longo da minha vida, perdi a conta de quantos assédios enfrentei.
de todos os tipos.
de quanta violência existe num ato ou gesto que é considerado normal
e aceito por muitos homens e por toda a sociedade – incluindo mulheres.
durante anos permaneci calada.
e por muitas vezes, me senti fraca.
quando quis gritar, senti a voz trêmula e o corpo teve medo.
a alma sangrou inúmeras vezes.
pois nós temos, sim, direito ao respeito, à educação,
à denúncia, à consciência.
esse é o mínimo, na real.
eu NÃO vou mais me calar.
não vou mais fingir que isso não me fere, que não me destrói.
por todas as mulheres, vítimas.
por todo silêncio, por toda dor.
hoje é um dia de resistência.
um dia da voz voar mais alto.
juntas, somos mais.
juntas, somos a mudança.
não há como ser mulher e não ser forte.
num mundo opressivo, misógeno, machista, numa cultural
essencialmente patriarcal, precisamos sobreviver.
mas, mais que isso.
queremos viver.
com a igualdade na alma, entranhada na vida.
com a beleza do respeito e da fraternal convivência.
com a liberdade como substância diária.
essa luta é sua, é minha, é de todo planeta.
por uma cultura que preze a diferença como a sua maior riqueza.
por um dia, por um ‘todo dia’, sem a dor da violência que nos
distancia da luz e da paz na jornada dos corpos e corações.
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#8m