em menos de 24H, foram 03 shows em 03 cidades diferentes.
tô moída, mas o coração tá transbordando amor, felicidade e gratidão.
obrigada a todxs que oferecem um abraço apertado,
cantam junto as canções e chegam no rolê de peito aberto.
quando a gente faz o que ama, a gente alma.

 

 


dona adelaida, te amo.
minha avó fugiu da guerra civil espanhola depois
que seus pais foram assassinados por serem comunistas.
meu bisavô era prefeito do povoado e
foi assassinado em praça pública.
fugindo do regime franquista, ela cruzou
os pirineus a pé no inverno com seus irmãos e após viver
10 anos exilada na frança, veio para o brasil de navio.
minha avó nunca reclamou de nada.
nada mesmo.
e sempre me intrigou o fato de um ser humano
ter sofrido tanto e conservar uma visão tão otimista da vida.
ela era grata por tudo.
viveu de forma simples e humilde e tinha os olhos doces.
também fazia os melhores mantecais, purê e tortillas do mundo.
amava cozinhar para todos nós.
quando pequenos, nós não conseguíamos
pronunciar a palavra ‘abuela’, então ela virou a nossa “güêla”.
quando penso nela, agradeço ao universo por ter
tido a enorme alegria de ser sua neta e aprender
de maneira tão profunda a amar a natureza,
as pessoas, as coisas mais simples e a sorrir, sempre.
quem a conheceu sabe que a sua risada
era uma bomba atômica do amor.
contagiava todos os corações ao seu redor.
hoje me deu uma saudade enorme dela.
então vó…
esteja você onde estiver, saiba que eu te amo sem fim.
além das galáxias.
obrigada por me ensinar a coisa mais preciosa da vida.
obrigada por me ensinar a amar.

 

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hoje, correndo no parque, escutei três senhoras que conversavam.
chocada, notei a fala de uma delas, que – infelizmente – aqui reproduzo:
- “aquela gente feia.
aquela gente feia, suja.
gente pobre.
e aquele cheiro.
sabe?
argh…
tipo 04 apartamentos por andar.
que horror!
deus me livre de gente pobre.”
no momento em que isso aconteceu, eu parei imediatamente
de correr e comecei a encarar a mulher
que proferia as tais frases.
fiquei desnorteada.
paralisada.
me subiu um sangue quente na cabeça.
meu coração disparou.
senti minha face pegar fogo de ódio, de raiva,
por não imaginar que aquilo fosse possível.
as outras duas, visivelmente incomodadas
com o fato de eu ter ficado encarando a mulher,
chegaram a ficar constrangidas com o tom
da fala da amiga (mas duvido que do conteúdo).
nesse exato segundo, me passaram
03 coisas na cabeça:
01 – vou encher essa velha de porrada;
02 – vou lá passar um sabão e envergonhá-la
na frente de todo mundo;
03 – péra. calma. fica aí parada que sua cabeça
tá explodindo e cê vai fazer merda.
bom, entre decidir matar aquela senhora
e tentar entender como é possível que alguém,
algum ser humano sinta realmente isso por um outro ser humano,
cheguei à duas conclusões:
a primeira, é que sim, essas pessoas existem.
elas falam essas coisas.
elas sentem isso.
e o mundo tá nessa loucura de opressão, morte,
preconceito e desafeto (pra dizê o mínimo)
por causa de pessoas como essa mulher,
que defendem claramente seus privilégios e foda-se o resto.
não entendem porra nenhuma de nada e se elas têm uma alma,
carece evolução no grau máximo da vida.
a segunda conclusão é que se eu batesse nela,
perderia a razão.
ok.
decidi respirar fundo três vezes (mas pense respirar
fundo messsmmooo) e deixar na mão do universo
para que essa pessoa aprenda.
confio nisso.
a gente colhe o que planta.
inevitavelmente.
espiritualmente.
se fiz bem, num sei.
se fiz certo, muito menos.
ainda tô aqui, meio arrependida e ao mesmo tempo
me sentido forte por que, no fundo, o que senti foi pena
de uma pessoa que não conhece o amor,
o respeito e a amizade verdadeiras.
ela ‘compra’ tudo.
ela é a ignorância suprema.
desabafos à parte…
seguimos lutando.
com amor.
sempre. <3

passei uma boa parte da minha vida buscando a aprovação do outro.
fosse na escola, em casa, na rua, nos grupos e também dos meus namorados.
ansiava por aquele olhar de atenção, aquela aprovação, aquele elogio que te diz:
sim, você é legal e maravilhosa.
o problema é que eu dependia do outro pra saber de mim.
a minha auto-relação, o meu ‘namoro comigo mesma’ não existia.
todo mundo tem uma opinião sobre você e a gente está sempre
mais interessado nelas do que na sua própria opinião sobre você mesmo.
daí um dia, eu resolvi despertar.
resolvi fazer uma pequenina e gigantesca revolução.
comecei a meditar todo dia.
no começo, eram apenas 05 minutos.
hoje, facilmente uma hora.
e foi na voz do silêncio, que eu encontrei a paz.
a paz de saber que não dependo nem do outro,
nem da sociedade, nem de ninguém, para saber que, sim, eu sou massa.
que escolho ser o que sou na essência.
e que eu escolho me ver.
enxergar a minha grande beleza.
a da alma.
escolho ficar sozinha e tudo bem.
afinal, eu não estou sozinha.
estou comigo mesma.
e esse é o relacionamento mais verdadeiro, duradouro
e cem por cento da sua vida.
namoradxs trazem aprendizados, trocas.
mas quando a gente se apaixona, começa perigosamente
a depender daquela relação pra ser feliz.
começa a depender do outro novamente.
pois eu sinto hoje que é só quando não dependemos de ninguém,
apenas de nós mesmos para sermos felizes é que alguém
verdadeiramente especial pode aparecer na sua vida.
a sua completude consigo mesmo vai brilhar e alcançar muitos corações.
e um dia, quando você menos esperar, quando você
tiver a certeza de que você merece o melhor nessa vida,
um alguém muito muito muito especial vai se aproximar.
e vai ser foda.
e muito incrível.
mas só porque você entendeu que merece isso.
então, você vai se namorar.
você vai se convidar pra sair e dizer pra você
mesma o quanto você é legal e especial.
e coisas incríveis acontecerão.
experimentê.
é mágico.
feliz dia do amor por si mesmo, pessoal. <3