o mundo tá do avesso.
zilhões de zicas.
um bando de gente feia,
horrorosa, que não se ama
e que, por isso, não sabe amar.
gente que quer apagar a luz do mundo.
gente que se vende por qualquer porra.
gente tirando o direito de toda gente.
gente que não conhece a beleza de olhar pro lado e ver a si.
de se reconhecer no olhar do outro, independente do sexo,
da cor, do tamanho, da idade, da grana, dos credos.
a bagaça tá zoada.
mas quer saber?
vou morrer acreditando no amor.
ah, vôo.
ele é a base da minha luta diária.
em todas as instâncias.
eu acredito nisso até o fim.
e vou morrer acreditando.
quando saio de casa, todos os dias, encontro
pessoas maravilhosas, troco mil idéias,
aprendo pra caralho.
sempre.
na real, que benção é a vida.
que maravilha estar viva.
hoje encontrei um grande amigo baixista,
que me disse sabiamente:
- “agora que tá todo mundo sem dinheiro,
as pessoas voltaram a se ajudar. a colar sem
interesse. pelo afeto. pela alegria de levar um
som. pela camaradagem.”
cheguei em casa agora e pensei:
podecrê.
é isso.
quando todo mundo perde o medo e
o amor transborda, tudo se ilumina.
tem dor.
tem sim.
mas tem amor.
ô se tem.
tem luta, com certeza.
e ela é diária.
a coisa tá feia.
tá degringolando geral.
mas faço do amor, da liberdade, da igualdade,
do sonho, do som e dos sins, a minha espada.
meu braço erguido.
minha esperança.
minha voz mais alta.
de que um dia, todo mundo perceba que isso
aqui é só (mais) uma passagem.
que o planeta é uma consciência – e tem nome:
gaia – e que precisa da nossa ajuda, como nunca.
que os homens vão proteger e cuidar dos animais
(e não só os de estimação).
que a alma e as encarnações servem
para que alcançemos um degrau
mais elevado na jornada.
só o amor vence.
ele é tudo que temos.
é o que somos na essência.
e pra lá retornaremos.
e se tem um deus que eu acredito de
verdade verdadeira, não é o dos homens,
nem o das religiões.
ele é só um.
e ele é foda.
porque tá dentro de todo ser humano
(por mais tosco que seja).
ele é a nossa capacidade
de sobreviver ao caos.
de renascer.
resurgir.
ele é a força maior na resistência.
ele é.
e nós somos.
somamos.
amor.

rolê da resistência + + + arte cultura liberdade democracia na USP

eu só queria dizer OBRIGADA
a todxs vocês que vão aos shows e transbordam
esse amô tão tão tão FODA.
ontem, depois de atender todo mundo
(e cêis sabem que eu atendo messss,
que faço questão de abraçar, beijar e tirar
fotitas com a geral), minha ficha caiu de uma
forma diferente.
fiquei absorta, pensando feliz: mas que boniteza
essa gente colorida que compõe o público que
me acompanha!
pessôuaz de todas as idades, sexos, raças, crenças,
formatos, tamanhos, histórias, atitudes e loucuras.
público mixxx, open_mind, apaixonado por música,
transcendências e que acredita no mundo_bão.
gente_mara que vai ao show e leva disco (às vêiz os 04!)
pra noixxx assiná.
gente que leva carta (sim, elas existem), presentes, palavras,
gestos, lágrimas, abraços e, especialmente, frases
que me acompanham pro resto da vida.
“tava em depressão, tentei me matar. aí,
li seus textos, poemas, ouvi suas músicas,
vim no show e tudo mudou”.
já pensaram o que é ouvir isso?
em como sou grata de poder fazer parte da vida
de vocês de maneira tão profunda, verdadeira e lynda?
eu é que agradeço por me ouvirem e me acompanharem
no coração e na alma.
seja na rua, na quebrada, no teatro, na calçada,
nas casas de cultura, nas fextíneas ou bares da vida.
vocês são o meu orgulho e a certeza absoluta de
que eu tô trilhando o caminho mais bonito que há.
eu é que sou FÃ de vocês. <333